13 de maio de 2008

A Bela Arte de Errar





“O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma.
Não tenha medo de errar, pois você aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo erro.”
(Roosevelt)

Acontece a todos nós. Professores e alunos. Chefes e secretárias. Pais e filhos. Os diligentes e os preguiçosos. Nem mesmo os presidentes estão imunes.
O quê? Errar? Sim, fazer coisas erradas, geralmente com a melhor das intenções. E isso acontece com notável regularidade.
Sejamos objetivos: o sucesso é superestimado. E todos nós o desejamos a despeito da prova diária de que o pendor real do homem reside em direção bem oposta. Realmente, somos profissionais da incompetência. O que me leva a uma pergunta fundamental que tem estado ardendo dentro em mim por meses. Por que nos surpreendemos quando vemos a incompetência em outros e nos devastamos quando ela ocorre em nos mesmos?
Mostre-me quem inventou o perfeccionismo e garanto que ele é um roedor de unhas com um rosto cheio de tiques... cuja esposa tem horror quando o vê entrar em casa. Além do mais, ele perde o direito de ser respeitado porque é culpado de não admitir que errou.
Pode acontecer com você. Pare e pense nos meios como certas pessoas conseguem evitar confessar suas falhas. Os médicos podem sepultar seus erros. Os erros dos advogados calam-se na prisão - literalmente. Os erros dos dentistas são extraídos. Os carpinteiros transformam os seus em serragem.

Também tem alguns conhecidos fracassos que muitas pessoas realizadoras amargaram antes de alcançar o sucesso. Eis alguns exemplos que servem para nos lembrar que somos seres falíveis e ainda imperfeitos, graças a Deus! Thomas Alva Edison detém um recorde de quase dez mil “fracassos” antes de chegar à lâmpada elétrica; Albert Einsten era um estudante medíocre antes de sua “Teoria da Relatividade”; Clarence Darrow tornou-se uma lenda nos tribunais americanos, perdendo uma causa após outra, mas forçou com isso uma reavaliação das concepções jurídicas sobre religião, relações trabalhistas e conflitos raciais; Leonardo da Vinci, o maior inventor de todos os tempos, teve projetos que nunca foram realizados e nem mesmo funcionariam, mas apontaram soluções e possibilidades em campos nos quais nenhum homem sequer sabia que havia problemas.
Todos nós já tivemos oportunidades de presenciar fracassos que resultaram grandes sucessos.
O fato é que as pessoas neles envolvidos compreenderam, toleraram e até mesmo cultivaram o insucesso. Conforme o momento, sentiam-se satisfeitas, confiantes e apavoradas, mas não se permitiram assimilar o fracasso com um estigma. Aliás, a maioria delas nem tinha a palavra FRACASSO em seu vocabulário. Usavam sinônimos atenuantes ou ressignificações inteligentes para essas situações; por exemplo, Thomas Edison sempre respondia aos seus críticos, “não foi mais um fracasso; na verdade descobri mais uma maneira de não inventar a lâmpada elétrica”.
Tomas Watson, o fundador da IBM, reagiu assim diante de um jovem, dinâmico e assustado diretor que acabara de dar um prejuízo de quase dez milhões de dólares num projeto de risco: “O quê? Despedi-lo? Agora que acabei de investir dez milhões de dólares no seu treinamento?”.
Todas essas pessoas com certeza se manifestavam assim: “Certo, aquilo não funcionou, mas... olhe só para isto!”.
Eles encaravam o insucesso não como sinal de derrota, mas como prelúdio para o sucesso, um estágio ou um degrau a ser compreendido e depois usado de forma melhor.
Assim, quando um de nós errar e não ocultando, que tal um pouco de apoio por parte daqueles que ainda não foram apanhados?
Opa, correção. Que tal bastante apoio?
“Deixar de cometer erros está fora do alcance do homem. Entretanto, de seus erros e enganos, o sábio e o homem racional adquirem experiência para o futuro.”


"SIGA EM FRENTE"